Eu sempre gostei de estudar história. Quando comecei a pesquisar as plantas medicinais recolhi muito relatos interessantes.  Estudar os chás medicinais é entender um pouco da história humana, afinal, caminhamos e evoluímos juntos. Imaginem a emoção da primeira mulher (ou primeiro homem) que observou que do fruto maduro caído rebrotava a mesma planta? Uma descoberta que mudou o destino da humanidade. Os grupos humanos, antes nômades, começaram a criar raízes e a cultivar suas comunidades.

Alguns dos documentos mais antigos de plantas são chineses. Em 3.700 AC. o governante Shen Nong escreveu que para cada doença existe uma planta que pode cura-la. Considerado o pai da agricultura e medicina chinesas ele descreveu 365 plantas de usos medicinais. Conta a lenda que Shen Nong, cujo nome significa literalmente Divino Agricultor, nasceu com a barriga transparente e assim podia ver, ao tomar um chá, qual órgão era beneficiado. Ah! Esqueci de falar que quando falamos de história das plantas os grandes herbalistas eram também curandeiros e místicos. Este bondoso imperador também criou o arado que melhorou muito o cultivo da terra e ensinou as pessoas a assarem seus alimentos.

Os Sumérios (6500 AC até 1940 AC), a mais antiga civilização da Mesopotâmia, eram grandes agricultores e usavam a erva-doce, a Beldroega e o Alcaçuz. Os lendários Jardins Suspensos da Babilônia, uma das 7 Maravilhas do mundo antigo, seriam o berço de diversas plantas, como o alecrim e açafrão da terra. A própria Bíblia traz relatos sobre a raiz de mandrágora, o cominho, a malva e a babosa.   

No Egito, uma das primeiras civilizações, era comum o uso de plantas medicinais como coentro, erva doce, sene, losna, manjericão, tomilho e anis estrelado.  A Índia possui um dos mais antigos sistemas medicinais da humanidade, a Ayurveda, que remonta a uma tradição de 7 mil anos. Descreve o uso de diversas plantas, melhores técnicas de plantio, clima adequado e horários de colheita.

Na Grécia em 460 AC viveu Hipócrates, considerado o “pai da medicina” e da ética médica. Usou uma média de 300 remédios naturais que, junto com mudanças no estilo de vida do paciente e dieta, corrigiam desequilíbrios. Ele notou que a cura está relacionada com o tempo e às circunstâncias individuais.

O mundo mudou com a queda do Império Romano e na Idade Média os conhecimentos sobre plantas medicinais ficaram trancados em monastérios. Ainda hoje é possível visitar alguns na Europa e seus lindos jardins de ervas. Porém por volta de 1500 aparece na cena médica europeia um suíço médico, astrólogo, físico e um grande alquimista chamado Philippus Aureolus Theophrastus, o Paracelso.  Ele resolveu percorrer a Europa atrás dos curandeiros, das parteiras e feiticeiros registrando o que aprendia em latim e em alemão. Escreveu muitos tratados médicos e traduziu numerosos textos do latim para língua comum e comparava saberes populares com os estudos médicos, para espanto da nobreza e do clero.

No reinado da Rainha Elizabeth I a importância das ervas e especiarias era tão grande como o ouro e a prata. Mercadorias como canela, pimenta e outras especiarias eram o alvo de piratas. Com a descoberta do novo mundo, os imigrantes traziam com eles as sementes e ervas preferidas, como melissa, tomilho e camomila.

Com a Revolução Industrial no final do séc. XIX e o avanço da engenharia química, prosperou no ocidente a indústria farmacêutica.  As plantas medicinais e a sabedoria milenar foram desacreditadas.

Porém este conhecimento nunca foi perdido e foi preservado nos jardins de vovozinhas, com benzedeiras, com índios, com mateiros e em estudos de Universidades pelo mundo todo. Todos os dias mais e mais pessoas se voltam para tratamentos naturais. Lojas com ervas e produtos naturais estão ocupando mais cidades pelo mundo afora. O conhecimento acumulado durante milênios está circulando também no mundo digital. As plantas medicinais aliviam muitos sintomas leves e podem caminhar juntas a tratamentos preventivos e no caso de doenças.

A Chacura acredita nesta parceria das ervas e a humanidade, no poder curativo e nos sentimentos positivos ao tomar uma xícara de chá, tisanas e blends. Conheça nossa linha de produtos. Alguns combinam com o seu momento!



Por: Natalia Schmeiske

Editor: Luciano S. Pascoal



(Fotos e imagens retiradas da internet.)

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